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Como o lobisomem chegou a Brasil

Como o lobisomem chegou a Brasil

Como a lenda do lobisomem chegou ao Brasil?

Acredita-se que a lenda do lobisomem foi trazida ao Brasil por influência da cultura portuguesa.

A lenda do lobisomem chegou ao Brasil pela influência da cultura portuguesa durante a colonização. Existem algumas semelhanças entre a versão portuguesa e a brasileira, mas também algumas diferenças.

Em Portugal, a crença popular acreditava que o lobisomem era um homem pálido e magro que poderia ser amaldiçoado com a licantropia como punição pelos seus pecados. Falava-se também que o lobisomem poderia ser o homem nascido de um incesto, mas a principal versão considerava que ele era o primeiro homem que nascia depois de um casal ter sete filhas.

Acreditava-se que o homem amaldiçoado com a licantropia manifestaria sua maldição quando completasse 13 anos de idade. Tal condição seria manifesta em uma terça-feira ou sexta-feira, permanecendo o amaldiçoado na forma de lobisomem da meia-noite até às duas horas da madrugada. Quem tivesse sua propriedade invadida por um lobisomem, deveria dizer “Ave Maria” três vezes, para que ele fugisse.

No Brasil, entre as semelhanças com a lenda na sua forma portuguesa, acreditava-se que o lobisomem era o homem nascido de uma relação incestuosa bem como o primeiro homem nascido depois de sete mulheres. No entanto, há também algumas diferenças entre as versões, e aqui não se acreditava na existência de lobisomem do sexo feminino, mas em Portugal sim.

Em nosso país, a lenda do lobisomem adaptou-se às diferenças regionais, e, assim, em cada região brasileira, a lenda assumiu formas distintas. No Sul, era forte a crença de que o lobisomem era fruto de incesto, enquanto, no Norte, a crença de que tal ser era um homem anêmico ganhou mais força.

Na versão nortista, acreditava-se que homens anêmicos eram propensos a tornar-se lobisomens e que, uma vez realizada a transformação, eles vagariam pela madrugada à procura de pessoas para atacar e sugar-lhes o sangue. Essa era a forma encontrada por eles para conseguirem os nutrientes que seus corpos não possuíam.

Estudiosos que se dedicaram a analisar a versão brasileira da lenda apontam que há nela a recorrência dos seguintes elementos: o homem que se torna um lobisomem é caracterizado por ser anêmico, preguiçoso, por comer pouco, mas gostar de comidas apimentadas, e por beber água constantemente.

Acreditava-se, no interior do Brasil, que a bala revestida com cera de vela usada em missas de galo era o necessário para matá-lo. No entanto, ferimentos no lobisomem causados por objetos como uma faca ou foice eram suficientes para quebrar a maldição e fazê-lo voltar a sua forma humana.

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